domingo, 12 de abril de 2009


Pensar em algo tão bom, ter uma sensação tão prazerosa que não se sabe ao certo como reproduzir em palavras. Qualquer coisa insignificante traz consigo uma sensação tão simples quanto pequena que quando, sem prévio aviso, se aloja na parte do corpo humano que trasmite essas sensações em calafrios, transforma-se na mais radiante, pura e satisfatória melancolia. Um arrepio tão fino que percorre o corpo e te faz olhar pro céu, pro nada, e pensar, ou não pensar, e ver, ou imaginar a melhor representação possível para tais letras embaralhadas que aos meus ouvidos se tornam a mais bela canção que hoje eu não escuto por aversão. Adorar a causa e motivo não chega a ser suficiente para fazer com que faça parte dos meus atos, não sem alavancar essas ondas. Ainda é algo bom até o certo instante em que esse motivo torna-se distante de mim e de si próprio sem devida explicação ou causa. É incrível a capacidade de vagarosamente passar de um assunto ao outro, já não sei mais o que é. Comecei falando de algo inexplicável em palavras e terminei tentando aliar motivos, causas e representações cinematográficas e audaciosas há algo que só o além, o vazio e o nada, são capazes de trazer. Sem ao menos saber de onde vem o nada, e fisicamente o que ele representa. Pensar em nada é pensar em branco, apenas para quem não sabe ainda o que é alma.


[Quando muitos de nossos desejos forem realizados, milhares de nossos sonhos serão destruídos.]

sábado, 4 de abril de 2009


Você pode não saber o que quer (eu quero a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida), mas sabe exatamente o que não quer. Do que eu estou falando?! Do que você quiser que eu fale - eu prefiro os desajeitados noturnos do que o tédio daqueles que não sabem amanhecer, afinal a única perfeição da vida é a alegria.